Cuiabá/MT, 13 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS segunda-feira, 19 de Novembro de 2018, 10h:19 | - A | + A

Musica

"FALTA DE BRASILEIRISMO" NA NOVA GERAÇÃO DE ARTISTAS, DIZ CANTOR.

Por: Redação

Para um dos filhos da bossa nova e um dos grandes nomes da MPB, Toquinho lamenta a ausência de uma nova geração de artistas, como o foi a sua, um fato que atribui à falta de um "Brasil maravilhoso".

"Não há falta de talento, há uma falta de brasileirismo. Tem a minha geração, a geração de Tom Jobim e por que não há uma geração (de artistas) agora? Há pessoas talentosas, mas não há uma geração. Não há um Brasil", disse o artista em entrevista à Agência Efe.

"Não foram os nossos talentos que forjaram a minha geração, foi o Brasil. O Brasil não forja nada agora. Talentos existem, mas uma geração unida, não", ressaltou.

"A censura forjou a nossa criatividade, mas nenhuma ditadura forja artistas, as ditaduras sempre são muito ruins", alertou o cocriador de "A Tonga da Mironga do Kabuletê", uma canção de atrevimento que compôs com Vinicius de Moraes durante a ditadura no Brasil.

O compositor de "Aquarela" diz se sentir otimista sobre o futuro de um "país enorme que o tem tudo", mas que nos últimos anos foi prejudicado pela corrupção e por "políticos que os brasileiros não merecem".

Sobre o futuro, Toquinho se mostrou confiante em relação ao governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, do qual espera um freio à antiga "classe política que monopoliza tudo" no país e que, segundo ele, agora está "assustada" devido ao aumento da rigidez "das leis contra a corrupção".

"O Brasil tinha que passar por tudo que está passando. Para limpar alguma coisa, é preciso sujar as mãos. Basta não roubar o que roubaram, trilhões, e que haja um pouco mais de dignidade nessa política. Acredito que agora o Brasil está nas mãos de pessoas que são incorruptíveis. Não vejo o juiz Sergio Moro como corrupto, nem Jair Bolsonaro. Isso é segurança total de não corrupção", analisou.

Segundo Toquinho, após a morte de Vinicius, em 1980, havia "canção e violão todos os dias, o lado profissional era uma consequência da amizade".

"Demos o que ambos necessitávamos. Ele me deu um conhecimento de vida e eu lhe dei o que ele não tinha mais, que era a juventude, o vigor de fazer as coisas, a criatividade, as canções novas", contou.

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